Quanto espaço você quer ocupar?

Construir audiência requer ocupar espaços. E fazer isso pode ser um desafio quase impossível para muitas de nós…

Seja por gênero, raça, sexualidade, deficiência ou algum trauma, aprendemos a ocupar o mínimo de espaço possível.

Isso se demonstra naquela pessoa que dá espaço para o outro passar na calçada, nunca usa o apoio de braço no avião, fica o mais compacta possível em uma fila, no bar ou até no sofá de casa.

Existem pessoas que se movem pelo mundo sem se importar com o espaço que estão ocupando.

Mas “ocupar espaço” é uma das coisas mais difíceis de se fazer quando entendemos que isso é sinônimo de “se expor”.

Sempre digo que estamos em um momento único da história onde somos pessoas privilegiadas com tanta tecnologia. A internet se transformou em um lugar onde é mais fácil se espalhar e ocupar um pouco mais de espaço. É proporcional a até onde queremos que nossa voz chegue.

Ao mesmo tempo, acontece uma batalha interna sobre como aparecer online.

Apesar da internet nos dar todas as ferramentas necessárias para alcançar um nível de expressão que nunca teríamos no mundo offline, temos medo de ser incompreendidos, perseguidos ou até mesmo assediados ao usar todo este alcance.

Usar plataformas digitais que nos permitem ocupar mais espaço, nos esparramar mais, abre também as portas para a autoconsciência das necessidades e expectativas dos outros.

Terminamos vivendo em um equilíbrio delicado e frágil – que pode ser quebrado a qualquer momento.

Eu filtro muitas coisas antes de postar sobre minha vida pessoal

À medida que fui entendendo o ambiente digital e entendendo os assuntos que me movem, comecei a notar minha posição privilegiada dentro do “sistema”: sou branca, hetero, nível sócio-cultural-econômico privilegiado.

Somado a isso, minhas escolhas de vida me levaram a ter uma família de propaganda de margarina – o que hoje pode ser visto como uma grande vidraça, mais ainda em um país tão desigual quanto o Brasil.

Por mais que eu entenda que tudo isso é parte da minha história e que não posso diminuir minhas conquistas, é muito difícil para mim compartilhar minha vida pessoal. Não por causa do rótulo em si, mas porque é como deixar escrito em pedra: “Ah, ela tem sorte! Pra ela sempre vai funcionar porque ela está em um lugar de privilégio.”

E isso me leva a ocupar menos espaço do que eu poderia, porque cada centímetro de espaço que ocupo no mundo é um centímetro a mais para ser potencialmente rejeitada ou julgada por ter demais ou por estar em uma bolha de privilégios.

É um risco que corro diariamente.

Ainda assim, estar online tem sido uma linda experiência.

Me deu a oportunidade de chegar a lugares que nunca chegaria se a internet não existisse e me demonstra diariamente que a equação é mais do que sorte e privilégio – ela considera também minhas habilidades, forças e disciplina de usar tudo isso para ajudar mais pessoas a fortalecer seus negócios e prosperar.

Não sei que tipos de limitações ou diferenças estão dificultando você de ocupar seu espaço. Mas sei que a maioria de nós luta em algum nível com isso. Lutamos para saber se é certo ocupar mais espaço, sendo nós mesmos, pedindo para pessoas prestarem atenção e apoiarem nosso trabalho.

E eu sei como é difícil porque vocês perguntam…

Quando chegam perguntas sobre como ter uma newsletter que não incomoda os assinantes, sei que a preocupação é como ocupar espaço na caixa de entrada de alguém.

Quando a pergunta é como fazer um lançamento suave, sei que estão preocupados em como ocupar espaço nos processos de tomada de decisão de alguém.

Quando a pergunta é sobre o que postar nas redes sociais, na verdade a dúvida é sobre como ocupar espaço no feed.

Não dá para administrar um negócio e não ocupar espaço.

Não dá para gerir um negócio e evitar ser visto.

O espaço que você ocupa e como você é visto não precisa ser igual ao meu jeito ou ao de outras pessoas. Você precisa descobrir o que funciona para você.

  • Em que momentos percebe que se encolhe para ocupar menos espaço?
  • Quando se sente confortável para se esparramar sem medo?
  • Que condições precisa para se sentir segura para ocupar mais espaço? Que formatos de visibilidade melhor permitem que você se conecte com outras pessoas?

Acima de qualquer estratégia de construção de audiência estão essas perguntas. As respostas são fundamentais para guiar a maneira como lideramos nossos negócios.

Como tenho ocupado espaços …

Contando minhas histórias 

Nada conecta mais rápido do que uma história. Histórias são a forma mais direta de contar para uma pessoa – ou um público – uma verdade importante sobre você.

As histórias trazem experiências e emoções para construir relacionamentos.

Praticar a escrita com foco em uma narrativa foi super importante para mim. E acredito que pode fazer o mesmo por você.

Mostrando meu Ponto de vista 

Quando assumimos e verbalizamos nosso ponto de vista, estamos ocupando espaços que ainda não foram ocupados. Tem sido assim para mim desde que entendi que o marketing estava adoecendo as pessoas e que precisávamos de novas formas de fazer isso. Quanto mais claro nosso ponto de vista, mais as pessoas irão nos enxergar em um lugar específico.

O Slow Business Hub, nossa comunidade para empreendedores conscientes, é o lugar onde você é encorajada a ocupar seu espaço, compartilhando seu conhecimento e experiência com outros empreendedores.

Venha fazer parte desta comunidade!

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Olá! Sou Ana Fragoso

Eu só quero que você consiga fazer um marketing que não te afoga, mas que te leva mais longe!

Vamos nos conectar!

Construir audiência requer ocupar espaços. E fazer isso pode ser um desafio quase impossível para muitas de nós…

Seja por gênero, raça, sexualidade, deficiência ou algum trauma, aprendemos a ocupar o mínimo de espaço possível.

Isso se demonstra naquela pessoa que dá espaço para o outro passar na calçada, nunca usa o apoio de braço no avião, fica o mais compacta possível em uma fila, no bar ou até no sofá de casa.

Existem pessoas que se movem pelo mundo sem se importar com o espaço que estão ocupando.

Mas “ocupar espaço” é uma das coisas mais difíceis de se fazer quando entendemos que isso é sinônimo de “se expor”.

Sempre digo que estamos em um momento único da história onde somos pessoas privilegiadas com tanta tecnologia. A internet se transformou em um lugar onde é mais fácil se espalhar e ocupar um pouco mais de espaço. É proporcional a até onde queremos que nossa voz chegue.

Ao mesmo tempo, acontece uma batalha interna sobre como aparecer online.

Apesar da internet nos dar todas as ferramentas necessárias para alcançar um nível de expressão que nunca teríamos no mundo offline, temos medo de ser incompreendidos, perseguidos ou até mesmo assediados ao usar todo este alcance.

Usar plataformas digitais que nos permitem ocupar mais espaço, nos esparramar mais, abre também as portas para a autoconsciência das necessidades e expectativas dos outros.

Terminamos vivendo em um equilíbrio delicado e frágil – que pode ser quebrado a qualquer momento.

Eu filtro muitas coisas antes de postar sobre minha vida pessoal

À medida que fui entendendo o ambiente digital e entendendo os assuntos que me movem, comecei a notar minha posição privilegiada dentro do “sistema”: sou branca, hetero, nível sócio-cultural-econômico privilegiado.

Somado a isso, minhas escolhas de vida me levaram a ter uma família de propaganda de margarina – o que hoje pode ser visto como uma grande vidraça, mais ainda em um país tão desigual quanto o Brasil. 

Por mais que eu entenda que tudo isso é parte da minha história e que não posso diminuir minhas conquistas, é muito difícil para mim compartilhar minha vida pessoal. Não por causa do rótulo em si, mas porque é como deixar escrito em pedra: “Ah, ela tem sorte! Pra ela sempre vai funcionar porque ela está em um lugar de privilégio.”

E isso me leva a ocupar menos espaço do que eu poderia, porque cada centímetro de espaço que ocupo no mundo é um centímetro a mais para ser potencialmente rejeitada ou julgada por ter demais ou por estar em uma bolha de privilégios.

É um risco que corro diariamente.

Ainda assim, estar online tem sido uma linda experiência. 

Me deu a oportunidade de chegar a lugares que nunca chegaria se a internet não existisse e me demonstra diariamente que a equação é mais do que sorte e privilégio – ela considera também minhas habilidades, forças e disciplina de usar tudo isso para ajudar mais pessoas a fortalecer seus negócios e prosperar.

Não sei que tipos de limitações ou diferenças estão dificultando você de ocupar seu espaço. Mas sei que a maioria de nós luta em algum nível com isso. Lutamos para saber se é certo ocupar mais espaço, sendo nós mesmos, pedindo para pessoas prestarem atenção e apoiarem nosso trabalho.

E eu sei como é difícil porque vocês perguntam…

Quando chegam perguntas sobre como ter uma newsletter que não incomoda os assinantes, sei que a preocupação é como ocupar espaço na caixa de entrada de alguém.

Quando a pergunta é como fazer um lançamento suave, sei que estão preocupados em como ocupar espaço nos processos de tomada de decisão de alguém.

Quando a pergunta é sobre o que postar nas redes sociais, na verdade a dúvida é sobre como ocupar espaço no feed.

Não dá para administrar um negócio e não ocupar espaço.

Não dá para gerir um negócio e evitar ser visto.

O espaço que você ocupa e como você é visto não precisa ser igual ao meu jeito ou ao de outras pessoas. Você precisa descobrir o que funciona para você.

  • Em que momentos percebe que se encolhe para ocupar menos espaço?
  • Quando se sente confortável para se esparramar sem medo?
  • Que condições precisa para se sentir segura para ocupar mais espaço? Que formatos de visibilidade melhor permitem que você se conecte com outras pessoas?

Acima de qualquer estratégia de construção de audiência estão essas perguntas. As respostas são fundamentais para guiar a maneira como lideramos nossos negócios.

Como tenho ocupado espaços …

Contando minhas histórias 

Nada conecta mais rápido do que uma história. Histórias são a forma mais direta de contar para uma pessoa – ou um público – uma verdade importante sobre você.

As histórias trazem experiências e emoções para construir relacionamentos.

Praticar a escrita com foco em uma narrativa foi super importante para mim. E acredito que pode fazer o mesmo por você.

Mostrando meu Ponto de vista 

Quando assumimos e verbalizamos nosso ponto de vista, estamos ocupando espaços que ainda não foram ocupados. Tem sido assim para mim desde que entendi que o marketing estava adoecendo as pessoas e que precisávamos de novas formas de fazer isso. Quanto mais claro nosso ponto de vista, mais as pessoas irão nos enxergar em um lugar específico.

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