Mais serviços não significa um negócio melhor

Mais não significa melhor

Uma das coisas que mais vejo acontecer em pequenos negócios é o EXCESSO…

É achar que um negócio com mais ofertas e serviços é melhor (ou mais propenso a ganhar dinheiro) do que um modelo com menos ofertas.

Esse excesso não se aplica só aos serviços e ofertas… se aplica também ao marketing. Mas hoje quero falar do negócio em si.

Mais serviços definitivamente não significa que é um negócio melhor.

Modelos de negócio simples geram mais receita com menos despesas. Eles são mais sustentáveis, tanto para os seus objetivos pessoais quanto para seus objetivos sociais.

O que acontece é que ficamos com a impressão (errada) de que mais é melhor porque ainda precisamos aprender muita coisa sobre as novas formas de ganhar dinheiro dentro do ambiente online.

A nossa falta de conhecimento e a dificuldade de acesso a informações reais de pessoas como nós (que não querem ser celebridades digitais) aumenta a probabilidade de criar novos serviços, um em cima do outro, na tentativa de ganhar mais $$ e fechar a conta.

E isso tem a ver com as redes sociais que habitamos diariamente.

Quando a única coisa que você vê é gente lançando curso online, escrevendo e-book, ou oferecendo vários serviços, sua reação vai ser tentar fazer o mesmo com a esperança de uma hora  tudo funcionar – lembra da reatividade? Pois é….

Mas e se a resposta para ter mais receita fosse simplificar e oferecer menos coisas? Pense nisso!

Será mesmo que você precisa de vários fluxos de receita?

Em minhas consultorias, percebo a resistência das pessoas em oferecer só uma coisa. A ideia quando chegam, é sempre conseguir criar vários serviços para diversificar os fluxos de receita, para gerar mais do que só oferecendo um único serviço… super entendo e já estive aí também.

Quando eu comecei a me aventurar no marketing digital, a estratégia de negócios dos grandes gurus era unânime: ter múltiplos serviços para ter vários fluxos de receita – mentoria, consultoria, curso, mentoria em grupo, ebook, e por aí vai.

Eu me joguei nisso como sendo a única verdade possível e naquele momento eu realmente acreditava que era isso que eu precisava fazer.

Mas com o tempo, vi que ter tudo isso rodando era humanamente impossível do lado do marketing e me fez perceber que criar vários serviços em vários formatos era na verdade, uma forma de arrumar os defeitos do meu serviço principal e não necessariamente uma forma de ter um negócio financeiramente sustentável.

Vejo negócios hoje que tem uma oferta que representa 80% da receita e os outros 20% vem de outras coisas. E a pessoa passa mais tempo fazendo marketing e vendas da oferta de 20% do que da de 80%… isso já é um projeto paralelo…

Seria muito mais sustentável, investir o tempo, o marketing e as vendas na oferta que está gerando a maior parte da receita para que gere ainda mais, não acha?

Não quero dizer que você precisa se livrar de seus fluxos extras de receita. O que quero dizer é que muitas vezes nos faltam critérios para saber quais atividades estão gerando quais receitas e onde no negócio, as várias ofertas diversificadas podem estar criando algum atrito.

E o modelo de serviço de nível básico, oferta principal e oferta VIP?

Mais uma tendência que complica além do necessário os modelos de negócios: ter um serviço de nível básico, uma oferta principal e uma oferta VIP de alto nível.

Não é que não funciona, mas vamos olhar para isso com mais clareza.

O primeiro problema que vejo com esse tipo de jornada do cliente é que poucas pessoas passam do nível básico para o nível VIP.  Ter 3 etapas muitas vezes é o que funciona do ponto de vista de quem está oferecendo o serviço – no caso você – mas não para o cliente. Digo isso porque no papel fica tudo muito claro e organizado, mas não reflete a realidade de como a maioria dos clientes compra de nós.

O segundo problema, que para mim é maior do que o primeiro, é que esse modelo requer três habilidades, competências, estilos de marketing, processo de vendas e sistemas de entrega diferentes.

E você sabe muito bem que para ser boa em todas essas coisas, precisamos de muito tempo, recursos e provavelmente uma equipe bastante grande para ajudar. Esse modelo ainda traz de brinde toda a complexidade, que é inerente a ele mesmo, produzindo atritos no negócio sem formas de contornar isso.

Trouxe tudo isso só pra te dizer que dedicar um tempo para fazer funcionar uma coisa de cada vez torna o negócio mais forte, fazendo com que não seja necessário ter vários fluxos de receita ou diferentes níveis de ofertas.

Então faça essa escolha de forma consciente. 

Se deseja criar algo novo ou ter um serviço que vai atender outro momento dos seus clientes, lembre-se de colocar na equação o impacto da complexidade que virá com isso.

Seu modelo de negócios precisa ser simples? 

Sim e não.

Sim, porque no centro de todo negócio de sucesso, existe um modelo de negócio simples.

E não, porque esse modelo de negócio simples vai possibilitar a expansão e o aumento da complexidade com o passar do tempo e com o investimento em novos recursos, se esse for o caminho que deseja percorrer como dona de um negócio.

A complexidade deve ser uma escolha, não o padrão para operar ou crescer.

Se sua dificuldade tem sido manter o seu negócio simples, vamos conversar. 

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