O Papel do Slow Content na Estratégia de Slow Marketing

Falar do Movimento Slow tem feito muito mais sentido agora, em meio a uma pandemia que parece não acabar mais.

A necessidade de desacelerar veio com força este ano, especialmente para quem vivenciou a transição do home office para everywhere office, com o trabalho ocupando (sem pedir licença) nosso espaço privado, com reuniões, lives, calls, meetings no plano de frente (ou de front) e nossa espaço íntimo e a família de plano de fundo de tela.

O universo on-line tomou conta de boa parte de nosso dia a dia e atividades que estávamos habituados a ocupar com nosso corpo, no ambiente físico.

Estamos cansados, infotoxicados, bravos e divididos, principalmente pelo excesso de consumo de informação online.

Esse sentimento coletivo, compartilhado por uma parte considerável da população é sinal de que as coisas não vão bem e que precisamos olhar para isso.

Nesse cenário, em que já consumíamos bastante conteúdo digital, passamos a ter que lidar com uma quantidade de informação nunca antes vista na história da humanidade (junto com o enfrentamento do luto e isolamento coletivo).

Nessa avalanche de conteúdos, disponível em múltiplos formatos e numa quantidade de horas que parece acima da que temos no dia (quem nunca se surpreendeu com a quantidade de horas que dedicou às redes sociais ou a aplicativos de celular?), acabamos soterrados em conteúdos com pouca ou nenhuma qualidade. Não surpreende o crescimento do Slow Content nesse ambiente, como apelo, reação e pedido de “por favor, eu quero respirar e não consumir mais conteúdo!”.

O Slow Content vem atraindo muitos profissionais que trabalham com conteúdo, especialmente para mídias sociais, por ser como um curativo para estancar a sangria desatada da produção de conteúdo na internet.

O Slow Content é um conceito dentro da cultura Slow (desacelerada ou com consciência do tempo, o que não quer necessariamente dizer lento); a prática deriva do Slow Media e do Slow Journalism. O manifesto do Slow Media já existe há 10 anos, foi publicado em 2010 – clique aqui para ler

Com isso, começa a sair de cena o postar por postar e entrar o postar com propósito. Sai o excesso de conteúdo raso e entra um conteúdo mais aprofundado e pontual. Sai o consumo desenfreado de cursos, desafios, lives, ebooks e começa a entrar o consumo consciente e a valorização da qualidade da experiência pessoal na aprendizagem e no entretenimento.

O movimento Slow, que emergiu nos idos dos anos 1980 no campo da alimentação, cresceu, ramificou-se e segue hoje na esteira de outras importantes tendências que estão ganhando força em escala local e global: capitalismo consciente, essencialismo, marketing 5.0, autoconsciência, feito à mão, responsabilidade ecológica, social e econômica.

Negócios, empresas ou marcas que ainda seguem uma mentalidade longe dessas realidades, expressa, por exemplo, na forma de vender (a qualquer custo), na falta de transparência na comunicação ou no uso de gatilhos mentais têm um horizonte pouco promissor pela frente.

E não vai adiantar só levantar a bandeira do Slow Content, aproveitar-se deste conceito e seguir com as mesmas práticas de comunicação excessivas, manipulativas, insistentes e de qualidade questionável. Ou seja, neste caso, não adianta mudar a fachada e manter a casa igual por dentro.

Para começar a reforma na casa para acolher o Slow Content, é preciso inspecionar primeiro a estrutura e as bases do seu Marketing.

O Slow Content é um dos elementos que compõem a estratégia de Slow Marketing. Nessa estrutura Slow, a estratégia é desenhada olhando para as 3 bases do negócio sustentável:

Plataforma: Quem é você no contexto atual? Pelo que você quer ser conhecido? Qual seu papel e sua contribuição no mercado? Qual o impacto disso na escala do tamanho do seu negócio (local, nacional, global…)?

Container: Como você recebe quem te visita? O que você oferece? Como seu negócio funciona internamente?

Caminhos: De que forma as pessoas chegam até você? Onde elas te encontram e como você ocupa esses espaços?

O Slow Content aparece, assim, na última base (Caminhos), ou seja, ele só faz sentido e funciona quando as anteriores estão claras para você.

Trabalhar a estratégia com o olhar do Slow Marketing e usar o Slow Content como um aliado, assim como o Hub marketing, pode aumentar não a quantidade (nas métricas idealizadas e pouco factíveis, especialmente para pequenos negócios), mas a qualidade de pessoas que chegam até você.

E você? Tem usado o Slow Content na sua estratégia?

Me conte aqui nos comentários.

********************************

Esse artigo foi escrito a quatro mãos com minha parceira e amiga Carolina Messias.

Sobre as Autoras:

Carolina Messias é Pesquisadora de Comunicação Autoral. Reúne seus fazeres em torno da escrita, curadoria de conhecimento e consultoria de comunicação na Incipit Hub

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Olá! Sou Ana Fragoso

Eu só quero que você consiga fazer um marketing que não te afoga, mas que te leva mais longe!

Vamos nos conectar!

Falar do Movimento Slow tem feito muito mais sentido agora, em meio a uma pandemia que parece não acabar mais.

A necessidade de desacelerar veio com força este ano, especialmente para quem vivenciou a transição do home office para everywhere office, com o trabalho ocupando (sem pedir licença) nosso espaço privado, com reuniões, lives, calls, meetings no plano de frente (ou de front) e nossa espaço íntimo e a família de plano de fundo de tela.

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O universo on-line tomou conta de boa parte de nosso dia a dia e atividades que estávamos habituados a ocupar com nosso corpo, no ambiente físico.

Estamos cansados, infotoxicados, bravos e divididos, principalmente pelo excesso de consumo de informação online.

Esse sentimento coletivo, compartilhado por uma parte considerável da população é sinal de que as coisas não vão bem e que precisamos olhar para isso.

Nesse cenário, em que já consumíamos bastante conteúdo digital, passamos a ter que lidar com uma quantidade de informação nunca antes vista na história da humanidade (junto com o enfrentamento do luto e isolamento coletivo).

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Nessa avalanche de conteúdos, disponível em múltiplos formatos e numa quantidade de horas que parece acima da que temos no dia (quem nunca se surpreendeu com a quantidade de horas que dedicou às redes sociais ou a aplicativos de celular?), acabamos soterrados em conteúdos com pouca ou nenhuma qualidade. Não surpreende o crescimento do Slow Content nesse ambiente, como apelo, reação e pedido de “por favor, eu quero respirar e não consumir mais conteúdo!”.

O Slow Content vem atraindo muitos profissionais que trabalham com conteúdo, especialmente para mídias sociais, por ser como um curativo para estancar a sangria desatada da produção de conteúdo na internet.

O Slow Content é um conceito dentro da cultura Slow (desacelerada ou com consciência do tempo, o que não quer necessariamente dizer lento); a prática deriva do Slow Media e do Slow Journalism. O manifesto do Slow Media já existe há 10 anos, foi publicado em 2010 – clique aqui para ler

Com isso, começa a sair de cena o postar por postar e entrar o postar com propósito. Sai o excesso de conteúdo raso e entra um conteúdo mais aprofundado e pontual. Sai o consumo desenfreado de cursos, desafios, lives, ebooks e começa a entrar o consumo consciente e a valorização da qualidade da experiência pessoal na aprendizagem e no entretenimento.

O movimento Slow, que emergiu nos idos dos anos 1980 no campo da alimentação, cresceu, ramificou-se e segue hoje na esteira de outras importantes tendências que estão ganhando força em escala local e global: capitalismo consciente, essencialismo, marketing 5.0, autoconsciência, feito à mão, responsabilidade ecológica, social e econômica. 

Negócios, empresas ou marcas que ainda seguem uma mentalidade longe dessas realidades, expressa, por exemplo, na forma de vender (a qualquer custo), na falta de transparência na comunicação ou no uso de gatilhos mentais têm um horizonte pouco promissor pela frente.

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E não vai adiantar só levantar a bandeira do Slow Content, aproveitar-se deste conceito e seguir com as mesmas práticas de comunicação excessivas, manipulativas, insistentes e de qualidade questionável. Ou seja, neste caso, não adianta mudar a fachada e manter a casa igual por dentro.

Para começar a reforma na casa para acolher o Slow Content, é preciso inspecionar primeiro a estrutura e as bases do seu Marketing. 

O Slow Content é um dos elementos que compõem a estratégia de Slow Marketing. Nessa estrutura Slow, a estratégia é desenhada olhando para as 3 bases do negócio sustentável:

Plataforma: Quem é você no contexto atual? Pelo que você quer ser conhecido? Qual seu papel e sua contribuição no mercado? Qual o impacto disso na escala do tamanho do seu negócio (local, nacional, global…)?

Container: Como você recebe quem te visita? O que você oferece? Como seu negócio funciona internamente?

Caminhos: De que forma as pessoas chegam até você? Onde elas te encontram e como você ocupa esses espaços?

O Slow Content aparece, assim, na última base (Caminhos), ou seja, ele só faz sentido e funciona quando as anteriores estão claras para você.

Trabalhar a estratégia com o olhar do Slow Marketing e usar o Slow Content como um aliado, assim como o Hub marketing, pode aumentar não a quantidade (nas métricas idealizadas e pouco factíveis, especialmente para pequenos negócios), mas a qualidade de pessoas que chegam até você.

E você? Tem usado o Slow Content na sua estratégia?

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